domingo, 1 de novembro de 2009

A doutrina espírita

Admiro e sigo a doutrina espírita.Ela respondeu as minhas dúvidas, e me fez forte nos momentos de dor.
Aprendemos com nossos mentores, que sempre nos assistem. Porém eles não tiram nossas provas e expiações. Elas tem de ser cumpridas, conforme nossos débitos. A única forma de resgatá-las, é o amor! Este cobre multidões de pecados, como disse Jesus Cristo.
Por isso, é preciso estudar para nos tornarmos espíritas. Para isso, existem os centros, para nos receber e principalmente nos esclarecer. Estudando o livro dos espíritos, em seu conteúdo nós encontramos ciência, filosofia e religião,além dos demais livros que fazem parte da codificação.
A doutrina espírita não aprisiona ninguém! Ela ensina o certo e deixa a cada um, o livre arbítrio de usar no dia a dia o que aprendeu. Se plantarmos, colheremos !
" A plantação é livre, mas a colheita é obrigatória" e não fazer a outrem, o que não gostaria que fizesse a você .
A bibliografia espirita é vasta, completando os ensinamentos eu recomendaria o livro "Paulo e Estevão" de Emmanuel, psicografia de Francisco C. Xavier. Foi um dos melhores livros que já li!
E não esquecer o nosso lema :
Fora da caridade, não há salvação!
Paz para todos!

Caminho, verdade e vida.


O Mestre Divino Jesus, não quer ver tristeza no semblante de seus operários. Quer sempre alegria e confiança.
Quando alguém que perdeu a fé se aproximar de um operário, ele esteja, sempre com o semblante calmo, tranquilo e possa passar através da fé que o alimenta, a esperança para aquele que está sofrendo e às vezes até desesperado!
Usar sempre as ferramentas que o Mestre nos deu para o trabalho: paciência, fé no que estamos realizando e a esperança de alcançarmos através da caridade, os nossos objetivos.
Com certeza, se usarmos essas ferramentas, seremos vitoriosos.
O trabalhador não tem o direito de pensar nele em primeiro plano. Ele já aprendeu como afastar as pedras do caminho, ele tem de primeiro socorrer, e depois ensinar. Quando ele precisou, alguém o ajudou. Chegou o momento de retribuir a dádiva recebida, e assim ela se multiplicará e o Evangelho do Cristo será mais uma vez, vitorioso! Paz para todos!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sem intenção de magoar

Quando morava numa vila militar eu tinha muitas amigas, não eram só vizinhas, eram amigas mesmo, cada qual com sua personalidade: A pessimista que nada ia dar certo, a otimista, a Hipocondríaca, a vaidosa, as que queriam ajudar a todos, e a "palhaça", esse era a que eu mais gostava, por ser um pouco reservada, introvertida, ela em poucos minutos fazia todos sorrir, bastava contar casos da sua família que era grande.
Veio ser vizinha dela uma familía vinda do Rio de Janeiro , era uma família muito educada,um casal com tres filhos,ela muito chique com suas calças compridas,muito bem produzida,ela deveria nós achar "JECA". A casa dela ficava ao lado da nossa amiga, separando-as tinha um beco largo, que tinha entrada para os fundos, facilitando a limpeza e a ventilação.

Natal é uma cidade muito ventilada devido a seu ponto geográfico, as janelas de ambas as casas ficavam de frente para outra no dito beco.
Ela além de simpática, educada e chique,sabia bordar muito bem! Só tinha uma coisa, tinha um nariz enorme, por mais que se arrumasse ele se sobressaía.
Em um dia de muito vento, a minha amiga veio fechar as janelas sem antes pedir licença a vizinha e disse:" Lili não sei como você consegue trabalhar com esse ventão tão grande no rosto", e a vizinha respondeu: "estou acostumada, nasci assim", não precisa dizer que minha amiga se desculpou, jurou até que não era o que ela estava pensando, dizem que quando cometemos uma gafe, devemos nos desculpar e calar, se continuarmos falando vai ser pior.
Acreditei na sinceridade da minha amiga, ela brincava sim, mais era incapaz de magoar seja lá quem fosse.
Fica em paz amiga! Que Deus a tenha.





A visita


Ás vezes batia uma saudade!Tinha vontade de revêr pessoas queridas, avós, tias e primas. E também revêr aquele cenário de sonho que embalou a minha juventude, onde ia sempre passar as férias, principalmente as de fim de ano. Foi numa dessas que conheci o meu marido.Falei com meu marido dessa vontade ,no inicio não gostou muito, pôs dificuldades, mais com jeitinho acabou cedendo.
Encarreguei à minha sogra de achar uma casa, quando ela conseguiu coloquei apenas o necessário encima de um caminhão e viemos todos, exceto o marido que só vinha nos fins de semana.
Chegamos! A alegria era imensa perto daquelas pessoas tão queridas! Nesta época eu só tinha duas meninas, a mais nova estava com dez meses.
Estava sempre chegando visitas, principalmente aos domingos quando o marido estava em casa, eram amigos e colegas, e um dia chegou uma moça muito conhecida das nossas famílias, eu os deixei a sós para as recordações de costumes, quem tinha casado, separado ou morrido.
Neste ínterim voltei a sala e pedi pra ele ficar com o bêbe, pois ia fazer um cafezinho e a menina inquieta pulava muito encima da mesa, foi quando ele disse brincando com a filha: "Senta, bicho feio". para a nossa surpresa, a visita que estava em pé, pensando em ir embora respondeu: " Não quero sentar não, já estou indo". Não precisa dizer da nossa gozação com ele o deixando encabulado, e ele dizendo juro que não foi com ela, como se não soubéssemos!

Os sapatos


Família é coisa engraçada, acontece cada uma!
Um dia o meu irmão mais moço chegando em casa aprontou-se para sair, tinha marcado com a namorada irem ao cinema. Assim que ele entrou deu de frente com um belo par de sapatos, perguntou à mãe de quem era o que ela respondeu "é do seu pai", Oba! Vou estrear no cinema, e minha mãe respondeu "acho melhor não, seu pai daqui a pouco chega e vai á uma reunião, já pôs os sapatos ai". Ele fez ouvido de mercador e calçou o sapato feliz da vida, queria impressionar a menina!
Não deu outra, daí a pouco meu pai chega e haja procurar os sapatos. Nós sabíamos o que ele estava procurando e ficamos todos calados, ele dizia eu os coloquei aqui, você não viu? A minha mãe calada e eu também, daí a pouco ele disse: “Já sei aquele "sem-vergonha" veio aqui e com certeza calçou os meus sapatos novos”, uma das minhas filhas bem sapecas disse" foi vovô ele foi ao cinema com a namorada", meu pai tinha vindo de uma reunião com os amigos, tinha tomado "umas cervejas", estava meio quente,e disse: "Vou agora ao cinema o procurar e tirar os meus sapatos", graças a Deus ele dormiu.
Quando o "sem-vergonha" chegou, nós contamos o que aconteceu e ele respondeu, se ele estivesse ido ao cinema, eu gritava: "Socorro! Tem um homem tirando os meus sapatos..."
Paz Celina
*Postagem original publicada em  16 de outubro de 2010