
Me lembro quando a minha mãe nos levavam, a mim e as crianças vizinhas, para a cidade assistir o corso que era composto de carros de capotas arriadas com moças bonitas vestidas de belas fantasias.
Ficávamos horas vendo o desfile, a minha mãe comprava Cetim e mandava fazer a minha fantasia nem sei de que, de tão simples que era.
As músicas eram marchinhas e são tocadas até hoje, era um carnaval diferente com muito confetes e serpentina, nos divertíamos muito exceto quando um jato de lança perfume acertava em nossos olhos, víamos também os índios que os nossos pais levavam para vê-los, e eu na minha inocência pensava ser de verdade, olhava-os com um certo temor.
Existia os grandes clubes para as pessoas de posse, depois fui crescendo e o carnaval foi se tornando o que é hoje, é verdade que é uma festa democrática, mas com muita violência e excessos, no final dão um balanço de quantas vidas foram ceifadas, incluindo acidentes pelas estradas ao se locomoverem dos que fogem e outros que chegam para fazerem parte da tão falada festa de Momo.
Quando cresci perdi o gosto por tão perigosa brincadeira e graças a Deus a minha família também, quando podemos viajamos para lugares mais tranquilos, regressando só ao término da folia.
Aqui no Recife para quem gosta tem carnaval o mês inteiro, agora são as prévias, depois vem o carnaval mesmo, que se estende por muitos dias, onde moro parece mais um retiro é um condomínio fechado não permitindo a entrada de qualquer manifestação carnavalesca.
Quando não viajo fico bem, lendo e assistindo filmes que para mim é o que mais gosto.
Paz!