sexta-feira, 7 de maio de 2010

Aniversário


Amanhã é dia 8 de maio, estarei completando mais um outono.
Gosto de aniversariar e amanhã serei estrela, todos olharão para mim de forma diferente, os abraços e os beijos começarão logo cedo se extendendo até a noite, quando soprarei as velinhas, que agora são muitas, mas ainda tenho fôlego para apagá-las, e mais uma vez escutarei "Rosa de Maio", a canção que me foi ofertada nos meus quinze anos por um seresteiro convidado, com esse tempo todo a rosa esta fenecendo, quase murcha, mas como amo esta canção!
Amanhã estarei dando graças a Deus por estar viva!
Amo o dia 8, amo o mês de maio. Amo meus filhos, netos, amigos e os amigos virtuais.
Amanhã serei só sorrisos.

Um abraço carinhoso para todas as mães no dia 9. Paz, saúde e muitas felicidades para todas !
Com muito amor, Celina.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O que nos tira do sério...


Tem coisa que nos tira do serio!Todos nós sabemos que é preciso ter paciência , mas tem coisas que é preciso ser praticamente anjos para suportamos, e como não somos...
Vamos começar pela insônia, parece que tudo de ruim aproveita essa situação para encher a nossa cabeça e impedir o sono de chegar,
por exemplo as dívidas que fizemos e como não faze-las mais! E quando compramos por compulsão aquele sapato lindo pensando não pesar no nosso orçamento?e que no final das contas não ia fazer tanta diferença ou pensar naquela coisa que não compramos...
E aquele sapato apertado?! Em instantes ele vira fogo, principalmente em casamentos (do jeito que demoram hoje em dia) em festas também, e se tiver aquele discurso longo? parece querer nos enlouquecer.
E quando somos invisíveis aos vizinhos e eles quando agem como surdos ao ouvir nossos cumprimentos?
Também tem aquele motorista mal educado, que nos dá um banho de lama em dias de chuva!
E no cinema encontramos figuras bem curiosas... tem aquele comentarista do lado narrando as próximas cenas, e na frente aquelas pessoas que se mexem tanto, parecem estar cobertas de insetos, isso quando não estão falando no celular ...
Outra coisa que chateia são as pessoas tossindo ao nosso lado ou espirrando abertamente... em cinemas, igrejas... qualquer ambiente fechado...
E gente que é esnobe? sempre querendo saber mais do que todos e fazendo questão de que todos saibam disso.
E as crianças mal educadas ? uma vez no shopping eu não resisti e fui falar com uma criança que deveria ter no máximo uns cinco anos, falei que ela era linda e fiquei surpresa quando da boca do menino saíram vários palavrões cabeludos, o pai ficou chocado ! Morto de vergonha, e acabei até ouvindo carão da minha filha, por insistir em cumprimentar as crianças que encontro. Não me corrigi e até hoje faço assim.
Nada tão inconveniente como aquela visita chata, que chega sem anunciar, vai ficando, ficando..... e quando chega a hora de ir, fica na porta do elevador... e haja conversa.
E quer coisa pior que unha encravada?
Outra coisa chata é esperar, eu prefiro esperar sempre, se marco encontro às três horas, eu chego as duas, nunca faço que esperem por mim.
Sem graça também é falar com alguém que agente jura que conhece, e ficar sem graça logo em seguida.
E ver festejarem a vitória de um time contra o seu.
É até engraçado quando nos arrumamos naquele dia ensolarado para sair e logo sermos surpreendidas por aquela chuva forte, e acabarmos com as roupas e os cabelos encharcados, todos nos olhando daquele jeito como se fossemos coisas raras, ninguém merece !
E tem mais : fanatismo, brigas no trânsito, preconceito ( seja ele qual for), falar alto em locais que pedem silêncio.

Mas, e você ? O que lhe tira do sério ? Tem que falar a verdade!

Paz, Celina.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O adeus

Eu que gosto tanto de viajar para João Pessoa, desta vez fiz uma viagem as pressas, pois o meu irmão estava muito mal, quando cheguei, ele já havia falecido.
Da última vez que estive com ele foi em janeiro deste ano, e uma de suas características marcantes era sua alegria, todas as vezes que o visitávamos era só felicidades.
Ele estava lá sem vida, parecia estar dormindo, dando impressão de qualquer hora acordar e iniciar com suas brincadeiras, era mais moço do que eu, e agora somos somente duas irmãs.
Mas é a lei, ao ganharmos a vida ganhamos também a morte, como se fosse uma passagem de ida e volta.
Que a misericórdia divina o tenha,

Celina.


ADEUS

O sino plange em terna suavidade
No ambiente balsâmico da Igreja.
Entre as naves, no altar, em tudo adeja.
O perfume dos goivos da saudade.

Geme a viuvez, lamenta-se a saudade;
e a alma que regressou do exílio, beija
A luz que resplandece, que viceja.
Na catedral azul da Imensidade.

-Adeus, terra das minhas desventuras...
Adeus, amados meus... -diz nas Alturas
A alma liberta, o azul do Céu singrando

-Adeus... -choram as rosas desfolhadas.
-Adeus... -chamam as vozes desoladas
De quem ficou no exílio soluçando...

Auta de Souza
Psicografado por Francisco Xavier

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Livre arbítrio

Gosto muito de ler biografias, um dia caiu em minhas mãos um livro muito interessante, cujo título era "Os santos que abalaram o mundo".
Eram cinco biografias, uma delas falava sobre Santa Teresa de Ávila, uma de suas biografias mais completas, agradável de ler e com passagens interessantes. Eram espíritos iluminados, o livro era católico, portanto eram considerados santos.
Fala de sua infância, juventude, ressaltando a sua beleza que despertava a paixão de muitos jovens da sua época. Até chegar a sua entrada para o convento, mais tarde criaria uma ordem com mais disciplina e rigor.
Durante as celebrações da missa ela entrava em êxtase, que durava quase até término das missa. Escapou de ser queimada pela inquisição por heresia ao dizer que era com o Cristo que ela se encontrava e falava.
A mesma entidade que falava com ela, avisou-a que vinha alguém defendê-la da fogueira, realmente, dentro de alguns poucos dias chegara um padre capuchinho que realmente a salvou.
Esta que vou narrar é uma das passagens interessantes, sempre que tinha oportunidade eu falava sobre ela no Centro (espírita), justamente por se tratar do livre arbítrio, tão pouco valorizado por nós.
Ela sempre ia uma vez por semana com as outras irmãs deixar provisões numa aldeia muito carente. Neste dia estava chuvoso, e elas precisavam atravessar o rio que a separava da comunidade. Chegando na margem, o cocheiro avisou que o rio tinha apanhado muita água, talvez não desse passagem. Ela pediu para ele esperar um pouco, se recolheu e fez uma prece, perguntando ao Cristo se não oferecia perigo, onde ele respondeu que não. Ela encorajada deu ordem ao cocheiro para atravessar, o que ele fez mesmo temeroso, assim que começou a travessia os cavalos se assustaram e foi aquela correria, todos em pânico com a quantidade de água, o cocheiro a muito custo conseguiu segurar tudo e voltaram sãos e salvos. mas havia uma pessoa envergonhada, a santa.
Ela fez um desabafo ao Senhor "O Senhor prometeu que não teria perigo e olhe o que aconteceu, quase nos afogamos todos". Foi quando ele respondeu "Deus nos deu inteligência e é preciso utilizá-la, saber distinguir o mal do bem, pensar por nós mesmos e ver quando o perigo existe realmente, isso se chama livre arbítrio, onde ela respondeu "Senhor, como é difícil seguí-lo".
É preciso usar o nosso livre arbítrio, no caso de dúvidas, orar a Jesus para que nos ilumine, no caso de erro, saber que faz parte da vida, é a nossa condição de aprendiz, levantar e continuar sempre, nunca desistir de lutar, com certeza no final sairemos vitoriosos.
Paz para todos, Celina.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A primogênita


Hoje vou falar da minha primeira filha, ela foi a companhia dada por Deus para as minhas noites de solidão e medo. Solidão pois meu marido sendo militar tinha que tirar serviço e as vezes até de prontidão ele ficava.


Eu tinha medo dos temporais que enfrentávamos juntas, onde o ruído dos trovões a assustava. Durante a tormenta eu a colocava na cama comigo e me abraçava a ela, protegendo-a e a mim também.


Na minha ignorância com referência a crianças o meu marido comprou um livro para aprendermos o que fazer. O livro era completo, ensinava desde a alimentação, os primeiros cuidados, os sintomas de certas doenças. O nome do livro era "O conselheiro médico do lar".


Eu trabalhava muito, mas tinha tempo para brincar com ela, pois quando ela me avistava, começava a sorrir e balançar as perninhas, eu a pegava no colo e ficava brincando com ela, quando a colocava no berço de volta ela ensaiava um choro, mas depois alguma coisa chamava sua atenção e continuava a brincar.


Havia laços fortes muito fortes nos unindo, era um amor tão grande que cheguei a pensar que não amaria a ninguém mais daquele jeito, pensei que aquele amor fosse único.


Depois chegaram os outros filhos e eu vi que uma mãe pode amar igualmente os seus filhos, mas existe algo além do amor que é a afinidade, isto nós temos e de maneira mútua, pois ela me demonstra todos os dias.


Em janeiro deste ano ela realizou um dos seus maiores sonhos, conhecer a terra em que nasceu. Viajou com os filhos para Santa Maria no Rio Grande do Sul. Chorou de emoção ao ver a terra tão comentada por mim e o pai, passou o dia 25 de janeiro (dia do seu aniversário) na cidade, com direito a bolo e velinhas, me trouxe fotografias e um CD cujo título era "Coração do Rio Grande do Sul".


Estava tudo lá, as praças o hospital universitário onde nasceu. mas estava tudo modificado, afinal já se passaram tantos anos. Ela me convidou para acompanha-la mas eu preferi ver o filme que esta na minha mente. Um lugar simples mas poético, com os pés de cinamomo, onde eu me sentava a sua sombra com ela no colo. A praça mais bonita na época era a de Dr Bozano. Eu via brotar na primavera os pés de ervilhas plantados aos pés da cerca e no pomar as macieiras e os pessegueiros repletos de flores, junto ao tanque onde lavava nossas roupas haviam muitas flores "Copos de leite" que tornavam a minha tarefa leve, diante tanta beleza.


Eu tenho inteirinho este filme na cabeça e me pergunto "Será que fui eu?". Que passei por dias tão lindos que não voltam mais, retalhos de uma vida vivida com sacrifício e muito amor. Chego a me perguntar se tudo não foi um sonho bom, cheio de belas recordações e lindos cenários, cercados de belos coadjuvantes, pessoas boas com as quais aprendi muito.


Se tivesse o dom de pintar, reproduziria em diversos quadros o que foram esses quase quatro anos passados no sul do país, com certeza seriam belíssimos, da maneira como continuarei guardando na mente e no coração.
Paz para todos, Celina.