terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Pesadelo


Ela era bonita, talvez não aparentasse mais, em virtude das roupas que usava, eram roupas caras de uma simplicidade austera, dando a ela mais idade. Era feliz ao seu modo, tinha o homem amado ao seu lado, embora ele pertence-se a outra, mais no momento que estavam juntos era a ela que pertencia.

Ela nunca tinha visto homem mais belo que aquele!

Tudo começou quando ele foi visitar o seus pais que eram caseiros, ela estava em plena flor da idade, cobiçada por todos os colonos que trabalhavam com seus pais. Mas sabendo da sua beleza não chegava nem perto deles, seus pais queriam um futuro melhor para ela.

Aprendeu a ler com a professora da aldeia, a qual lhe emprestava livros que ela lia e a fazia sonhar!

No dia que ele chegou para falar de negócios com seus pais, ela tinha acabado de sair do banho, seus cabelos tão admirados estavam soltos, eram negros contrastando com sua tez alva, era de mediana estatura, tinha apenas quinze anos mais já era uma moça feita!

Quando ele a avistou foi amor à primeira vista!

Aquele homem belo, olhando para ela, desejando-a como mulher, e ela vendo nele seu sonho impossível!

Ele montou seu cavalo e partiu logo após acertar com os seus pais o assunto que lhe trouxe ao sitio. Ela ficou olhando na varanda até ele desaparecer na estrada.

Daquele dia em diante uma tristeza tomou conta dela, estava apaixonada e sem esperanças!

Fazia longas caminhadas observando a natureza, o murmúrio do rio, o vento nos seus cabelos, o canto dos pássaros, mas o que mais amava era passear entre as roseiras da sua mãe, rosas de diversas cores, jasmins plantados junto à cerca.

Uma tarde ao caminhar, ela se afastou um pouco de seu caminho, sempre contemplativa, quando derrepente dois homens se aproximaram e a amordaçaram, e a levaram embora. Andaram muito até chegar a uma praia meio deserta, onde avistou um casarão imenso, ao ser colocado ao chão, que surpresa a estava esperando! Avistou aquele homem lindo, com seus cabelos negros e com olhos castanhos dourados, que a abraçou dizendo “você agora é minha!”.

Viveu com aquele homem momentos de muita loucura e amor! Um amor tão grande que ela nunca sequer imaginava perde-lo. Naquela casa ela conheceu o que era solidão, ele vinha poucas vezes visita-la.

Era uma casa de veraneio imensa, de tão grande se tornava triste e os moveis escuros contribuíam para isso. Na frente tinha diversas janelas envidraçadas. Era dali em diante o seu castelo!

Pouco sabia da sua vida, não era de conversar muito, só sabia que era casado e muito rico.

Desse amor nasceu uma filha linda, com os cabelos negros e a cor de ambos. Ao completar dez meses era o bebe mais lindo que se tenha visto, ai ela deixou de sentir solidão, até o dia que ele chegou com uma montaria acompanhado de dois homens e sem falar nada levaram seu bebe! Ela gritou tanto, tanto TANTO!!!!

Ai foi quando meu marido me acordou, eu ainda estava chorando, ele me perguntando a causa dos gritos, que sonho foi este que provocou tanto sofrimento, me calei e disse enxugando as lagrimas: foi apenas um pesadelo...

Paz Celina

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família

De todas as provas, as mais difíceis são aquelas que afetam o coração; há os que suportam com coragem a miséria e as privações materiais, mas abatem-se sob o peso dos desgostos domésticos,esmagados pela ingratidão dos seus.
Que angústia terrível! Mas o
que pode, nessas situações, reerguer a coragem moral senão o conhecimento das causas do mal e a certeza de que, se há longas discórdias, não há desesperos eternos, porque Deus não quer que a sua criatura sofra para sempre. O que há de mais consolador e mais encorajador do que o pensamento de que depende só de si mesmo,de seus próprios esforços, abreviar seu sofrimento, destruindo em si as causas do mal? Mas, para isso, não se deve estacionar o olhar na Terra e ver apenas uma existência; é preciso elevar-se, planar no infinito do passado e do futuro. Então, a grande justiça de Deus se revelará aos vossos olhos e encarareis a vida com paciência, pois tereis a explicação do que vos parecia como monstruosidades na Terra, e as feridas que recebestes apenas vos parecerão arranhões. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família aparecem no seu verdadeiro sentido; já não são mais os frágeis laços da matéria que reúnem os seus membros, mas sim os laços duráveis do Espírito,que se perpetuam e se consolidam ao se purificarem, ao invés de se destruírem pelo efeito da reencarnação.
Os Espíritos reúnem-se e formam famílias, induzidos pela identidade de progresso moral, semelhança de gostos e de afeições.
Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrenas, procuram-se
para se agrupar, como o faziam no espaço, originando-se as famílias
unidas e homogêneas. Se, nas suas peregrinações, ficarem temporariamente separados, mais tarde eles se reencontram, felizes
com seu novo progresso. Entretanto, como não devem trabalhar
apenas para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos avançados
venham encarnar entre eles a fim de receberem conselhos e bons
exemplos para progredirem. Causam, por vezes, perturbações no
ambiente, mas é aí que está a prova a executar. Recebei-os como
irmãos; ajudai-os e, mais tarde, no mundo dos Espíritos, a família se
alegrará por ter salvo alguns náufragos, que, por sua vez, poderão
salvar outros.

Trecho retirado do EVANGELHO SEGUNDO O ESPÍRITISMO - CAPÍTULO 14 ,Honrai Vosso Pai e Vossa Mãe,A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família (Santo Agostinho - Paris, 1862)

Paz Celina

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fim de Semana Musical


Esta semana em matéria de musica não tenho o que reclamar, na sexta feira fui assistir a um concerto em comemoração aos duzentos anos do nascimento de dois gênios do Polonês Frederick Chopin (1810-1849) e o Alemão Roberto Schumann (1810-1856).


Na vida pessoal eram completamente diferentes, enquanto Chopin frequentava assiduamente os salões da aristocracias, Schumann dedicava-se a família e ao trabalho. O ponto de união dos dois é acima de tudo a genialidade da obra musical que deixaram.


O evento foi patrocinado pela Companhia Editora de Pernambuco-CEPE, e a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco-APACEPE. Que teve a honra de realizar e oferecer este que foi um concerto inesquecível!

Os dois são ótimos, mais as musicas de Chopin se sobressaíram, talvez por ser mais conhecida.
No domingo, fomos assistir ao show de Ney Matogrosso, é diferente, mais não deixa de ser também bonito dentro do seu estilo, todos os anos eu não perco sua apresentação, sempre algo novo no seu show.

Este ano o show estava muito bom!!!Ele fez uma junção com musicas do passado, mais muito bem arranjadas, e a voz dele é única!!!

Gosto demais do Ney, sem falar na pessoa boa que ele é, a sua contribuição ao MORHAN tem sido de grande valia para todos que lutam contra o preconceito e a favor da reintegração do doente de hanseníase.

Paz para todos Celina.