sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Progresso e Amor

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Grande – é o avanço do progresso.
Maior – será sempre o amor que o ilumina.
Grande – é a inteligência dos que fabricam os pássaros metálicos que povoam os céus do mundo.
Maior – é a inteligência de quantos se utilizam deles para levantar a fraternidade entre os povos.
Grande – é a eficiência dos que engenham maquinas que eliminam as distancias.
Maior – é o espirito de responsabilidade e entendimento daqueles que as dirigem favorecendo o trabalho.
Grande – é o raciocínio de quantos se dedicam a radiotelevisão, sustentando a informação rápida na vida comunitária.
Maior – é a bondade de quantos lhe manejam os recursos em auxilio da educação entre as criaturas.
Grande – é a força de quantos organizam as maravilhas da imprensa.
Maior – é o poder de todos aqueles que escrevem para instruir e reconfortar os irmãos em humanidade.
Grande – é a técnica.
Maior – é a compreensão.
Grande – é a cultura que ensina.
Maior- é a caridade que socorre.
Onde estiveres e seja com quem for,
Ama sempre.
O progresso faz estruturas.
O amor acende a luz do caminho.
Por isto mesmo aprendemos a trabalhar e servi sempre, a fim de conquistarmos a felicidade maior.
Em verdade perante Deus por mais amplo o surto de evolução que nos caracterize a existência, não haverá progresso real sem a bênção do amor.

*Do Livro de Emmanuel-Companheiro -psicografia de Chico Xavier 

Paz Celina

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Investir no Amor

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Este foi um caso difícil para nós, precisou da ajuda de todos da família. O meu marido começou a receber cartas da sua irmã onde reclamava da conduta de seu filho mais velho, que após o falecimento do seu pai, a primeira coisa que ele fez foi pegar todo material escolar e destruir, não antes de dizer para sua mãe que a pessoa que ele temia já não existia e ninguém iria obrigá-lo a fazer uma coisa que ele não gostava que era estudar.
Da pra imaginar, ele passava o tempo todo sem fazer nada, dormia o dia todo e a noite saia com uma turma da pesada, até bebida alcoólica estava usando.
A primeira reação do meu marido quando sua irmã pediu para aceita-lo em nossa casa foi dizer que não. Ele estava temeroso por mim, pois seria mais um adolescente para eu tomar conta, os meus davam trabalho sim, mais nada que eu não pudesse controlar.
Ao ler a carta ele olhou para mim como para me perguntar o que fazer, eu respondi que não custava nada tentar, se não desse certo, ao menos tentamos. A carta foi enviada informando que ele podia vir.
Ele chegou numa tarde de sábado onde a família toda estava em casa reunida, antes dele chegar todos foram informados que deveriam tratar muito bem o novo hospede.
Ao chegar observamos que ele era bastante magro, alto, adolescente ainda, mais o que chamava atenção eram os seus olhos assustados. Imaginem uma pessoa saindo do interior e se mudando para a capital para a casa de parentes que mal conhecia?!Trazia no semblante um desencanto de um jovem sem perspectiva, surpreso com a brusca mudança em sua vida. Trouxe uma pequena mala com seus poucos pertences e muita duvida no coração e revolta por estar naquele ambiente estranho com pessoas que ele não conhecia e que não representavam nada para ele.
Servi um lanche, ele mal tocou e fui mostrar sua cama, e no caminho eu falei que ele tinha toda liberdade de voltar para sua casa se quisesse, mais eu ficaria muito feliz em tê-lo entre nos, ele não respondeu nada.
Passaram-se alguns dias, ele continuava desconfiado e a única palavra que dizia era ao pedir a benção ao seu tio.
 Deixava-o a vontade, na hora do almoço ele só chegava à mesa após todos terem terminado a refeição, apesar de todos os dias eu chama-lo para almoçar. Depois de uns quinze dias eu falei com ele para almoçar conosco, pois facilitaria a moça que nos ajudava que precisava cuidar da louça, deste dia em diante ele passou a sentar a mesa, mais continuava calado.
Depois de quase um mês e meio, com muito jeito eu perguntei se ele não sentia vontade de voltar a estudar, o que ele respondeu positivamente, falou que estava pensando nisso. Um dos meus filhos o matriculou em um curso preparatório.
O gelo foi quebrado no seu primeiro aniversário, nos mês de outubro, minhas filhas prepararam uma surpresa para ele, fizeram bolo confeitado, com direito a balõezinhos de festa e tudo. Ao chegar apagamos as luzes e cantamos parabéns para ele, após este dia ele mudou, passou a conversar com todos.
Depois ele fez um teste para o SESC e cursou o técnico em eletricidade, neste meio tempo já tinha arranjado um emprego numa loja de venda de material elétrico, e sempre os clientes o contratavam para executar os serviços de eletricidade. Passou     a ajudar sua mãe financeiramente, dando assistência completa a ela e também dava conselhos e orientações aos seus irmãos, tinha o maior moral, todos os respeitavam.
Passava as suas férias na sua casa, chegava cheio de novidades e sempre contava de uma forma bem divertida suas aventuras. Todos nos gostávamos muito de escuta-lo.
Quando sua mãe adoeceu e estava nas ultimas, ele pediu uma licença ao seu patrão e foi ficar junto dela, o sonho dele era voltar para sua antiga casa, mais ele viu que não se acostumaria mais com a vida de cidade do interior. Após o falecimento de sua mãe ele regressou e hoje está casado, é um bom marido.
 Uma coisa interessante ele nunca pronunciou o meu nome, sempre se referia aos meus filhos como “a tua mãe”. Esta semana mesmo minha filha encontrou com ele e ao perguntar por mim e mandar lembranças ele falou “E tua mãe como esta? Lembranças pra ela”.

Paz Celina

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ORA E CONFIA


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Se um dia te encontrares em situações tão difíceis que a vida te pareça um cárcere sem portas; sob o cerco de perseguidores aparentemente imbatíveis; sofrendo a conspiração de intrigas domésticas; na trama de processos obsessivos; no campo de moléstias consideradas irreversíveis; no laço de paixões que te conturbem a mente; debaixo de provas que te induzam à desolação e ao desânimo; sob a pressão de hábitos infelizes; em extrema penúria, sem trabalho e sem meios de sobrevivência; de alma relegada a supremo abandono; na área de problemas criados pelos entes a que mais ames; não desesperes.

Ora em Silêncio e confia em Deus, esperando pela Divina Providência, porque Deus tem estradas, onde o mundo não tem caminhos.

É por isto que a tempestade pode rugir à noite, mas não existem forças na Terra que impeçam cada dia a chegada de novo amanhecer.

*Do Livro –AMIZADE- Psicografia de Francisco Cândido Xavier Ditado pelo Espírito Meimei

Paz Celina

domingo, 18 de setembro de 2011

Em Silêncio


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"Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus." - Paulo. (EFÉSIOS, 6:6.)

Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz.
Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse.
Se amas, não firas o objeto amado com exigências.
Se pretendes curar, não humilhes o doente.
Se queres melhorar os outros, não maldigues ninguém.
Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contacto não dilacere os que sofrem.
Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.
É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.
Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas.
Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito...
Vai e serve.
Não te dêem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca.
Faze o bem, em silêncio.
Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus.

*Do Livro Vinha de Luz -pelo Espírito Emmanuel- Psicografia de Chico Xavier

Paz Celina

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Meu primeiro amor.(continuação)

 
Somewhere in Time - Em Algum Lugar do Passado - Maksim 

continuação

Ele perguntava e minha tia era que respondia! Até hoje eu não sei o que ele perguntou tanto, estava paralisada! Quando entrava minha tia brigava comigo, me chamava de matuta.

O tempo foi passando e ele continuava conversando, eu fui criando coragem.

Minha mãe começou a desconfiar, eu não costumava ir ao portão a noite, geralmente eu gostava de ler alguma coisa para os meus pais. Uma noite estávamos conversando no portão ela chegou o cumprimentou e saiu.

O sentimento foi recíproco, nunca me senti tão amada! 

Quase todos os dias quando vinha almoçar me trazia alguma coisa, eram presentes caros, para mim e para minha tia, imagine o quanto ela ficava feliz! Até que um dia ele quis falar com o meu pai, disse que gostava muito de mim e que queria se casar, que dentro de um ano estaríamos casados.

Quando ele falou em casar eu senti medo, mais continuamos o nosso grande amor, ambos loucos de ciúmes, se pudesse medir talvez o meu fosse maior! Eu ficava aflita, ele solto por ai, enquanto eu ficava em casa presa. Em um carnaval quase morri, ele saiu com o irmão à noiva e a irmã, foi uma briga daquelas, perdi minha paz!

À medida que o tempo ia passando, o ciúme dele foi aumentando, se tornou agressivo, passei a sentir medo, por diversas vezes agrediu alguém, só de imaginar que estava me paquerando.

Mais tarde dei valor à educação que recebi dos meus pais, antes eu achava uma prisão, graças a esta prisão deixei de fazer muita besteira, do jeito que estava louca de amor, o que ele me pedisse eu com certeza não negaria! Quando saia com ele minha tia nos acompanhava, trocávamos somente loucos beijos de amor, que me deixava sem fôlego!

Perdi o sossego! De manhã até a noite ele não saia da minha mente, era como se fosse um vicio! Imagine, ele mais velho, regressando do Rio de Janeiro, namorando uma adolescente com os hormônios todos em ebulição!

Mais como tudo na vida tem um mais ......Um dia minha mãe chegou em casa horrorizada, tinha presenciado uma discussão dele com sua mãe , ela falou que nunca tinha visto tanta grosseria, ele gritando com a mãe e a pobre senhora chorando, ele feito um louco. Minha mãe falou “filha este rapaz não serve para você, veja a forma como ele tratou a própria mãe, sei do seu amor por ele, mas você esquece ninguém morre de amor” Ai eu respondi “Eu morro, não quero mais viver”. Que surpresa, eu vi a minha mãe cair desmaiada, fizeram de tudo e ela não voltava, passaram óleo, álcool, escalda-pés, nada resolvia. Minha tia já desesperada falou que nunca tinha visto sua irmã daquele jeito que era melhor chamar meu pai.

Meu pai chegou e trouxe seu patrão que era medico, começou a prestar atendimento a minha mãe, aplicando injeções etc...Enquanto isto fui ao quintal onde ninguém podia me ver, me ajoelhei e prometi a Deus se minha mãe se salvasse eu nunca mais olharia para ele!

Chorei muito enquanto orava, depois lavei o rosto e entrei angustiada para ver minha mãe, o medico disse que estava tudo bem, que o coração dela era forte, foi só os nervos, eu respirei aliviada e dei mais uma vez Graças a Deus.

Fiquei sem aparecer uns quinze dias, não tinha coragem. Ele vinha todas as noites, teve um momento que eu tive que enfrentar e dizer para ele que não o queria mais, como era de se esperar ele virou uma fera, queria que eu dissesse o motivo ai eu falei sem pensar e com medo que eu não gostava mais dele, o que ele retrucou dizendo “Já sei, arranjou outro, garota leviana, irresponsável! Mais saiba se eu encontrar com ele vou da uma surra, depois não diga que não avisei”

E continuou todas as noites na esquina, ai a minha tia falava assim “Se fosse eu renovava, ele te ama muito, já passou a raiva, na hora a gente diz coisa que não quer dizer, e outra coisa tua mãe esta ai vendendo saúde.” Eu respondi que eu tinha feito a promessa a Deus, podia até morrer, jamais voltaria atrás.

Todas as noites eu chorava, quando ficava sozinha em meu quarto, chorei muito, perdi peso, mal me alimentava, fui reprovada na escola. 

A minha mãe vendo o meu sofrimento, eu não reclamava, mais ela via, disse “este ano você vai passar as festas de fim de ano com sua avó e tia” Era a coisa mais desejada por mim, mesmo assim eu não sentia alegria.

Quando chegou o dia de viajar o vi pela ultima vez, esta lá na esquina, o ônibus passava na minha porta, ele viu quando subi no ônibus acompanhada por minha mãe, a viagem demorou 40 minutos, fui chorando até lá.

Ao chegar minha madrinha estava esperando, me abracei a ela e me debulhei em lágrimas mais uma vez! Ela cuidou de mim com aquele carinho que só ela sabia fazer, cuidando da minha alimentação, me assistindo em tudo, em um mês já estava bem melhor, tinha até ganho alguns quilinhos.

O tempo cura tudo, já estava mais alegre, ria junto com minhas primas, e já dava algumas voltas na praça. Minha mãe mandou roupas novas para mim e a fita azul de veludo para colocar nos cabelos, minha tia costurou românticos e lindos vestidos de Voale.

O natal chegou e estava bem recuperada, mais foi no ano novo que conheci aquele que seria o meu marido. Ele era militar e estava transferido para o Rio Grande do Sul e o casório tinha que ser logo, nos conhecemos em janeiro e casamos no final de março.

O meu casamento foi uma fuga!

Tive a sorte de encontrar um homem bom, que me fez feliz. Eu nunca enganei o meu marido, disse que só simpatizava com ele e que estava muito recente o fim do noivado, ele me surpreendeu dizendo que o seu amor dava para os dois!

Fui muito feliz, constitui uma família e o fiz feliz também, em pouco tempo já o amava, o verdadeiro amor que traz paz, segurança, cumplicidade, companheirismo!

Epilogo: Um dia já no Recife, fazendo compras em um hipermercado no bairro de Boa Viagem em companhia da minha filha mais velha e do maridão na fila para pagar as compras, lembrei de algo e fui buscar, foi quando olhei do lado e vi alguém muito parecido com meu ex-noivo, quando ele virou de lado o reconheci, chamei minha filha mais velha e disse “esta vendo aquele homem ali, sua mãe já foi apaixonada por ele, minha olhou, olhou, e disse “sou mais o papito”, era assim que elas chamavam o seu pai”. Eu então sorri e respondi “Eu também” 

Paz Celina.