quarta-feira, 18 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
O tempo
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| Imagem do Google |
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará. Mario Quintana
Muita Paz!
Celina
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
O protagonista conversa com um camponês de 103 anos
O protagonista conversa com um camponês
de 103 anos:
- Não tem eletricidade aqui?
- Não precisamos dela. As pessoas se acostumam com a conveniência, acham que a conveniência é melhor. Jogam fora o que é realmente bom.
- Mas, e a iluminação?
- Temos velas e óleo de linhaça.
- Mas a noite é tão escura...
- Sim. A noite tem de ser assim... Por que a noite deveria ser clara como o dia? Eu não gostaria de não conseguir ver as estrelas à noite. (...) Tentamos viver do modo como o homem vivia antigamente. É o modo natural de viver.
- Não tem eletricidade aqui?
- Não precisamos dela. As pessoas se acostumam com a conveniência, acham que a conveniência é melhor. Jogam fora o que é realmente bom.
- Mas, e a iluminação?
- Temos velas e óleo de linhaça.
- Mas a noite é tão escura...
- Sim. A noite tem de ser assim... Por que a noite deveria ser clara como o dia? Eu não gostaria de não conseguir ver as estrelas à noite. (...) Tentamos viver do modo como o homem vivia antigamente. É o modo natural de viver.
Hoje
em dia, as pessoas se esquecem de que elas são parte da natureza. Destruem a
natureza da qual nossa vida depende. Acham que sempre podem criar algo melhor.
Sobretudo os cientistas. Eles podem ser inteligentes, mas a maioria não entende
o coração da natureza. Eles só criam coisas que acabam tornando as pessoas
infelizes. Mesmo assim, orgulham-se tanto de suas invenções. E, o que é pior, a
maioria das pessoas também se orgulha.
Elas as vêem como milagres.
Idolatram-nas. Elas não sabem, mas estão perdendo a natureza. Não percebem que
vão morrer. As coisas mais importantes para os seres humanos são o ar limpo e a
água limpa e as árvores e as plantas. Tudo está sendo sujado, poluído para
sempre. Ar sujo, água suja, sujando o coração dos homens.
Abraço Fraterno Celina
sábado, 24 de maio de 2014
Quando Eu não te Tinha
Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge
calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem
Maria,
Religiosamente, a meu modo, como
dantes,
Mas de outra maneira mais
comovida e próxima ...
Vejo melhor os rios quando vou
contigo
Pelos campos até à beira dos
rios;
Sentado a teu lado reparando nas
nuvens
Reparo nelas melhor —
Tu não me tiraste a Natureza ...
Tu mudaste a Natureza ...
Trouxeste-me a Natureza para o pé
de mim,
Por tu existires vejo-a melhor,
mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo
modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter
e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais
demoradamente
Sobre todas as cousas.
Não me arrependo do que fui
outrora
Porque ainda o sou.
Alberto
Caeiro, in "O Pastor Amoroso"
Heterónimo
de Fernando Pessoa
Paz
Celina
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