segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ser criança



Quando somos crianças, as nossas emoções são diferentes. Vivemos em mundos paralelos com os adultos. Diria até que é um mundo mágico. Até as crianças mais pobres, elas tem sempre sorrisos nos lábios. Só tem uma coisa que as crianças não gostam : é da fome! Ninguém gosta, mas nas crianças é diferente! Pobreza para as crianças é indiferente. Tanto faz ser um brinquedo caro, como um mais simples, como um carrinho, uma bola,uma boneca cara ou uma bruxa de pano; a criança tem a facilidade de criar o seu próprio mundo.
É tão fácil fazer uma criança feliz! Um sorriso com amor é retribuído imediatamente!
Às vezes os nossos pais estranham quando conversamos sozinhos com os nossos brinquedos. Estamos no nosso mundo.
Ah! se todos soubessem como é importante a infância, haveria mais respeito e proteção com esses pequenos heróis!
É fácil dar alegria a uma criança, basta a nossa atenção, o nosso carinho, a paciência é muito importante também.
Quando somos crianças, ninguém não nos prometa nada, pois a cobrança vem logo! Se for um passeio, vamos dormir cedo para chegar logo o outro dia.
As brincadeiras, os jogos, todos têm o seu fascínio e as reinações é cada uma !!
Aconteceu comigo: fiz a querida tia e madrinha amada e minha avó passarem por um susto!
Foi assim :
No jardim haviam muitas plantações de hibiscos vermelhos, que também é conhecido como papoula no Recife e Marvão em Natal. Eu colhi alguns, e estava no meu ''mundo encantado'' conversando com elas.
No quintal existia um barreiro grande com bastante água da chuva que servia para aguar as plantas, outra tia me convidou para ir na casa de uma amiga buscar algo. Eu gostava de bater pernas... joguei as flores na água e a acompanhei, nisto a minha avó saindo no quintal, não me vendo, perguntou a filha por mim. Ela, naturalmente respondeu que eu estava brincando. Já preocupada, olhou para o barreiro, e viu as flores. Então apavorada, pegou uma vara grande, e começou a procurar no poço, ver se eu tinha caído. Já prestes a desmaiar, eis que apareço com minha tia. Sobrou para todos o "descarrego do susto", e para mim umas boas chineladas.
Neste dia estava sem sorte ou foi castigo, chorei muito e pedi para me deitar. A minha avó estava morrendo de pena de mim, foi armar a rede no quarto - As camarinhas como se chamavam antigamente, eram bastante escuras, a minha avó, já curta da vista, em vez de botar a rede no armador, botou num prego grande de dependurar roupas, aí já viu !
Quando pus o joelho na rede, e entrei, não deu outra! a rede caiu, daí o berreiro aumentou! aí veio a avó, a tia que estava chateada me abraçar e pedindo desculpas aflitas! Aí foi beijos, abraços! Eu nunca havia me sentido tão amada!O que é uma família !
Outra coisa que faz a criança feliz, é a chegada de um circo à cidade. Quanto mais mambembe melhor! Daqueles que saem às ruas gritando com os palhaços na frente: ''
O que o palhaço é ? É ladrão de mulher!!''
Ah ! que saudades! A noite estava lá sentada com a família assistindo o espetáculo e dando boas gargalhadas! Que falta deve fazer à uma criança, um lar, onde ela se sinta protegida, e amada. É o seu alimento espiritual, é a sua felicidade!
Se soubéssemos a falta que isso faz, viveríamos intensamente tudo. Passa rápido, mas tarde, só resta a fantasia.
Vem o primeiro amor, cheio de sonhos, queremos então estar numa ilha solitária, para ninguém intervir. Graças a Deus que esta ilha existe só na nossa imaginação ! Depois acordamos com os primeiros desencantos, deixando a realidade vir, pensando no nosso futuro, aí o sonho de criança ficou para trás!
Paz para todos Celina.

9 comentários:

Sônia Silvino disse...

Celina!
Muito lindo o teu texto. Faz a gente ficar recordando.
No meu blog Resgatando emoções, eu fiz um poema falando sobre os tempos de criança. Dá uma saudade daquela época!
Bjkas, minha querida!

Jortas disse...

Gostei de ler as memórias da sua meninice. Esse tempo que regressa sempre com desejo de ficar lá atrás .
A Meninice é esse espaço de enacantamento, muitas vezes o único recurso para continuarmos a respirar.
Gostei

Jortas disse...

Visite meu blog,

Sônia Silvino disse...

Celina!!!
Obrigada pelas tuas palavras no blog Reflexões!
Bjkas!

Georgia disse...

Oi Celina, li seu comentario lá no meu blog O que elas estao lendo e nao entendi direito. Vc está falando da resenha Fragmentos da Vida?

Pensei que tivesse sido sua mae e que ela nao teria blog. Me esclarece isso lá no blog que coloco o seu link sem problemas.

Um beijao

Maria José disse...

Celina. Que texto lindo. A gente viaja ao passado na velocidade do pensamento. Muito lindo. Obrigada por sua visita ao Arca. Beijos e fique com Deus.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Oi, querida! Lindo Domingo para vc sempre* Sou criança e adoro!

*Eu descobri

Que ser grande

é poder sempre fazer coisas pequenas.

Que ser grande

é não desistir quando as coisas ficam difíceis.

Que ser grande

é ter humor para enfrentar os desafios...

Ter coragem e saber que o medo não é um conselheiro.

Ser grande

é ser pequeno no tamanho

e grande na vontade.

Por isso eu penso sempre

Insista, persista e nunca desista!

Denise Silvestre*

http://blogrenataslidesepremioseimagens.blogspot.com/

Deixo
Beijos mil + o convite pra que conheça este Blog *privé*.
Onde está a minha vida e forças para os amigos*

Viva a Vida!

Karl d'Jo Menestrel disse...

Gostei de ler esta resenha dos seus tempos de criança... quando os netos nos tingem voltam as doces e velhas lembranças.

Não deixei de ver o post com as lindas fotos de família captadas na Paraíba, um destes dias dou um salto até essas bandas.

Abraços

Marcos disse...

E Celina, vc nos faz viajar no tempo, bons tempos em que mergulhamos em nossas fantasias, em nosso mundo encantado,onde tudo é vivido com bem mais intensidade sem a preocupação com o amanha e as responsabilidade futuras...
e mesmo que conseguissemos voltar o tempo, não seria a mesma coisa pois o encanto estava enserido em nossa alma naquele mundo (encantado) e naquele momento maravilhoso,em que todos nós passamos em nossas vidas.