quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um amor quase perfeito, parte 3

.......Saí um pouco para ler o bilhete, no qual ele queria marcar um encontro comigo pois dizia que tinha uma coisa para dizer, aí falei com minha prima se ela podia me acompanhar, mostrei o bilhete a ela, disse a dona da casa em que eu estava hospedada, que um rapaz vindo da capital trouxe um recado dos meus pais, como não me encontrou na cidade soube por minha família onde eu me encontrava e veio ao meu encontro.

Podia ser algo sério, quando somos jovens, como temos facilidade de inventar uma estoria! Ela falou que estava tudo bem e que avisaria ao marido.

Eu falei que iria com minha prima e estaria em uma barraca próxima, até hoje eu me culpo por ela ter perdido o baile, ela disse que não perdeu grande coisa!

Ela me acompanhou ao encontro ansiosa para saber o que ele tinha de tão importante para falar , que valeria a festa tão esperada por nós!

Ele nos conduziu a barraca enfeitada que fazia as vezes de bar, sentamos em uma mesa, ele tinha perdido a pose, estava tímido! Conversou muito, perguntou porque era que nunca tinha me encontrado antes, eu falei dos desencontros, quando ele vinha a cidade eu já tinha regressado ou vice versa.

Falou que era melhor ficarmos conversando, pois aqueles endinheirados não tinham nada a oferecer! A minha prima falou que estávamos só nos divertindo, pois ninguém ali interessava a nós duas, aí ele percebeu o que disse, como falamos hoje"pisou na bola".

Regressamos cedo ..Sr Tota declinou do convite a ceia, estava cansado, passou por nós e nos chamou, antes o apresentamos, eles já se conheciam, no interior todos se conhecem, até mesmo moradores de outra cidade.

Ele insistiu para nos trazer de volta naquela noite para a casa da minha avó, disse que falaria com Sr Tota e que não achava nada de mais! Nós não iríamos aceitar em hipótese alguma, pois tínhamos que reaver os nossos pertences e agradecer por tudo aos nossos anfitriões, e o que diríamos a nossa família?? E a nossa reputação!No outro dia seríamos assunto de todos na cidade!

No dia seguinte, partimos cedo, não sem antes agradecer a gentileza a nós dispensada, vimos comentando durante a viagem o episódio da noite anterior, por mais que conversávamos o assunto era sempre o mesmo!

Aí começou tudo outra vez, ele ficou parado enfrente ao bar olhando para dentro da casa da minha avó, o bar ficava em um local elevado, o qual favorecia a visão de toda a casa e minha tia ficava resmungando, dizendo: "Agora sim, temos uma testemunha de vista".

Ele sumiu por uns dias...

Uma noite eu e minha prima fomos comprar remédios para minha tia, justamente no horário que o ônibus da capital estava chegando, nós paramos por curiosidade para ver os passageiros desembarcando, qual não foi a nossa surpresa quando o avistamos no meio dos passageiros!
Ele fez um sinal pedindo para que eu o esperasse, se aproximou e foi logo dizendo"Parabenize sua prima que ela acaba de ficar noiva!"Imagine, ficamos em estado de choque! Só consegui dizer boa noite, conversaremos amanhã!

Voltamos, eu e minha prima não conseguíamos falar de outra coisa a noite toda! Falamos o tempo todo sobre a atitude dele, que não me perguntou nada, se eu o aceitava ou não! Nós não sabíamos como analisar tamanha situação!
Amanheceu, não tive nem tempo de tomar uma atitude, alguém bateu na porta e minha tia foi atender!Escutamos ela conversando com alguém e me chamando logo em seguida "Venha ver quem chegou!"

Minha mãe não falou nada, só disse que eu arrumasse as minhas coisas que estaríamos partindo no próximo ônibus.

Durante a viagem ela não me dirigiu a palavra, ao chegar em casa ...

Paz Celina

2 comentários:

Cacá disse...

Será que eu estou começando a entender o porquê de um amor "quase" perfeito? rsrs. Aguardemos. Abração, Celina! Paz e bem.

paula barros disse...

Oi, Celina, como demorei a vir por aqui, já termino esse trecho contente por que já vou ler o outro....

abraço