domingo, 13 de junho de 2010

Um amor quase perfeito, parte 4


Depois, todos mais calmos vieram conversar comigo, perguntaram o que tinha acontecido para ir um homem quase desconhecido me pedir em casamento (e eu pensava "você me paga") por mais que jurasse que não sabia de nada eles não acreditavam, ficou acertado que quando ele voltasse lá, iam ter um entendimento, para tirar tudo a limpo.

Dali a dois dias, alguém bateu o portão, era ele, com a cara mais lisa do mundo, como se fosse tudo tão natural...

Apresentou-se novamente, desta vez com todos mais calmos e disse chamar-se Júlio, nossas famílias já se conheciam, a mãe dele era velha conhecida da minha avó, viveram muitos anos no mesmo lugar.

O pior era a minha mãe, pois meu pai depois que o conheceu até que simpatizou com ele. Eu me mantive calada pensando como nossa vida de repente deu uma guinada, eu não o conhecia direito, o seu currículo não era tão correto, um noivado e diversas namoradas, que eu mesmo presenciei, ele sempre alegava que eram conhecidas e que vinham conversar com ele.

Ficou resolvido que eu deveria decidir, a minha mãe sempre dizendo que iria ficar muito triste se eu me casasse assim, como um cão sem dono. Fez ele saber que eu não sabia fazer nada, ela me criou só para estudar e não trabalhar, e nem minha roupa eu sabia lavar, nesta altura eu só faltava morrer de vergonha, se ele pensasse em viajar e levar alguém para cuidar das coisas dele, que desistisse, afinal a última palavra seria a minha.

Fiquei pensando, pedindo sempre ajuda de Deus que se fosse para o meu bem que tudo desse certo, eu sentia um certo medo dele, não sei explicar se era porque não o conhecia bem ou se estava relacionado ao fato dele ser militar, ou ainda por ser alto e forte e eu não me sentia a vontade perto dele.

Eu pedi uma semana para pensar, mas acho que foi pior pois ficava ouvindo os conselhos da minha mãe e da prima que veio morar conosco, sempre para que eu desistisse.

Eu pensava que seria bom para me curar do outro amor, e também por viajar já que eu sempre tive um espírito aventureiro e muita vontade de conhecer outras terras e gente diferente, e enquanto eu pensava, todos os dias ele vinha passar algumas horas comigo, as vezes almoçava e a tardinha voltava, o ónibus passava em frente a nossa casa.

No dia em que disse "sim", que me casaria com ele eu fiz as minhas exigências, beber com os amigos não! conversar com qualquer uma das moças que diziam ser suas namoradas nem pensar! foi marcado nosso casamento, nós escolhemos o dia trinta de março, ele ia viajar no início de abril, estava em trânsito aguardando só as passagens.

Continua...

Paz, Celina.

6 comentários:

Chica disse...

Puxa,tá emocionante!beijos,tudo de bom,chica

Anne Lieri disse...

Celina,essa sua história está apaixonante!Vou ler o final agora!Morri de rir vc dizer que a Fadinha olhava pra vc enquanto escrevia!...rsss...Bjs,

Anne Lieri disse...

Celina,essa sua história está apaixonante!Vou ler o final agora!Morri de rir vc dizer que a Fadinha olhava pra vc enquanto escrevia!...rsss...Bjs,

Anne Lieri disse...

Celina,essa sua história está apaixonante!Vou ler o final agora!Morri de rir vc dizer que a Fadinha olhava pra vc enquanto escrevia!...rsss...Bjs,

Anne Lieri disse...

Celina,essa sua história está apaixonante!Vou ler o final agora!Morri de rir vc dizer que a Fadinha olhava pra vc enquanto escrevia!...rsss...Bjs,

paula barros disse...

Acompanhando, voltei a ler. Medos, receios, e a decisão, vou para o outro momento.

bjs