terça-feira, 14 de junho de 2011

Festas Juninas

Com a chegada das comemorações das festas juninas vêm as lembranças das festas do interior. 

Por ser o período das férias, eu sempre estava presente, ia passar na casa da minha vó materna, guardo recordações boas e  poucas menos boa.
Vamos às boas ! 

A alegria do povo, o entusiasmo de ver a subida dos balões, a felicidade de ver as mesas fartas e todas as visitas estarem bem servidas.

Não podia faltar a canjica, que fora da região nordestina tem o nome de Curau, as pamonhas, bolo de milho, de batata doce, o milho cozido e tantas outras iguarias. Eu me contentava  só com um pouco de canjica.

 As ruas viravam verdadeiros quintais em matéria de verde, eram pés de bananeiras, laranjeiras e muitos galhos verdes enfeitando as ruas, sem falar nas bandeirinhas coloridas ao vento, fazendo um barulho de alegria.

No meio disto tudo estavam às fogueiras, enormes! O momento de acendê-las era sempre às seis horas!

Às seis horas tinha também as adivinhações, que eram muitas e feitas geralmente dentro de casa, até as fogueiras virarem chamas, ai sim começavam as outras brincadeiras, de ser comadres e madrinhas de fogueiras, eu tenho inúmeras, até os mais espertos ficavam noivos.

Os forros existiam, mais só para os adultos, os locais onde funcionavam não eram muito recomendados para moças de família ou de menor.

Quando estávamos cansadas das brincadeiras das fogueiras, íamos dar uma volta na pracinha, onde um monte de rapazes tímidos só tinha coragem de paquerar na base dos galanteios e da musica, nela eles diziam tudo o que não tinha coragem pessoalmente. 

A musica vinha através de um alto falante, durante o dia servia para utilidade publica anunciando principalmente os falecimentos, a noite era para o deleite dos namorados, com Ataulfo Alves cantando as suas  musica de dor de cotovelo e outros da época.

A única parte menos boa era a fumaça das fogueiras, que faziam os olhos arder e a rinite alérgica que sempre acompanhava.

Mas o resto valia a pena e como!

Paz Celina


8 comentários:

✿ chica disse...

Que lindas festas e tantas recordações.Hoje não as vemos mais assim! beijos,tudo de bom,chica

Anne Lieri disse...

Celina,que deliciosas essas lembranças!Acho que os tempos deveriam voltar!Seria tão bom ter todas essas tradições de volta!Hoje em dia,aqui em São Paulo pelo menos,as festas juninas já não são mais como antes!Um belíssimo texto,Celina!Bjs,

Vinicius.C disse...

Olá meu amor!!

Em um dos meus posts vc declarou uma preocupação ao ler a mim- eu venho agradecer sua atenção e percepção.

Realmente eu nao estava em meus melhores dias, mas ja passou ta bom?!

Um beijo e maia uma vez muito obrigado!

Espero por vc no Alma!

Toninhobira disse...

Belas recordações amiga que vivemos num tempo feliz de idade em que as tradições eram passadas em forma de cultura e assim as vivia com muito alegria.As ruas enfeitadas,as iguarias tudo sito ainda é vivo nas minhas lembranças.O que mais gostava era do milho assado na brasa e da canjica(milho branco) que na minha cidade era feita com leite e amendoins torrados.Mais a frente já podia experimentar a bebida "Quentão" era que sei tinha alcool e gengibre e canela e que dava um calor danado naquelas noites hiper frias das Gerais.E dançava feliz as quadrilhas.Era mesmo uma linda festa,mas nunca com o glamour aqui do nordeste.Pois é Celina assim fiz uma viagem com voce nas minhas tradições.E viva São João!
Meu carinho sempre.
Paz e saude sempre.
Bju no seu coração.

ONG ALERTA disse...

Linda festa, lembra infäncia, beijo Lisette.

Antônio Lídio Gomes disse...

Celina, é muito legal mesmo, recordarmos um passado onde a alegria era quem ditava essas festas.
Hoje parece que está tudo mudando...
Não se culpa da tecnologia high tech que nos distancia das brincadeiras tradicionalmente popularescas...
Mas ainda aqui e acolá, vemos umas fogueirinhas acesas, e as escolas tem contribuído para que esta tradição não acabe.
Um fraterno abraço, beijos.

Cacá - José Cláudio disse...

Ah, Celina, até hoje eu sinto saudade das fogueira enormes que eram disputadas pelos bairros (cada um queria fazer uma maior do que a outra). Também me lembro que a gente gostava de jogar batatas doces no meio da brasa e depois comer assadas. Sem contar as danças e as guloseimas. Que delícia! Hoje, pelo menos nas cidades grandes, a festa está muito descaracterizada mas no interior a tradição ainda se mantém forte , graças a Deus. Adorei passear pela memória aqui com você. Abraços. Paz e bem.

Contos e Encantos num Canto do Mundo... disse...

Oi, Celina! Um show de folclore puseste aqui... beijo, minha amiga! LÜ