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Eles chegaram em uma tarde no nosso centro, estávamos fazendo o Evangelho das mães, eles pediram licença e entraram e perguntaram se podiam assistir o que respondemos que sim, pegamos duas cadeiras e acrescentamos ao circulo que estava formado.
Eles prontamente se apresentaram, eram amigos e colegas, trabalhavam em um laboratório de uma universidade, estavam passando por aquelas bandas, pois o mais novo que se chamava João estava dando apoio ao José que estava muito apreensivo, pois seu filho mais velho estava muito doente, ambos tinham um casal de filhos, e o amigo sugeriu passearem um pouco a pé para relaxar e por a conversa em dia, só que eles se distanciaram de sua rota e foram parar na rua do centro.
O centro ficava nos arredores de uma reserva da mata atlântica, local muito bonito, propicio para passear. Entraram naquela tarde e nunca mais saíram.
Após alguns anos José muito estudioso, tornou-se um divulgador da doutrina espírita, falava em diversos centros, e o João chegou até a ser um dos presidentes da casa.
Passados alguns anos, aconteceu uma fatalidade com José, ele gostava muito de nos sábados jogar bola com os amigos em um campinho perto de casa, após a pelada chegando em casa mais cansado que o habitual sentou-se na rede do terraço para descansar um pouco antes de tomar banho e almoçar. A sua esposa já tinha avisado que estava preparando a mesa para o almoço quando escutou a campanhia da casa tocando e pediu para ele atender. Neste instante o mesmo tentou se levantar da rede e caiu no chão, por mais esforço que fizesse não consegui-o levantar. Foi socorrido ao hospital e foi diagnosticado como um AVC de grande monta, ficou em entre a vida e a morte, estava em coma!
Durante seu internamento sua esposa que o amava muito, não conseguia entra na UTI na hora da visita, não suportava ver o seu marido naquele estado, foi quando a esposa de João que também era a melhor amiga da esposa de José falou que ele estaria em coma, mas poderia sentir sua presença e seu amor, ela entrou na UTI com a amiga que após este dia não deixou de falar e tocar seu marido no período que ele ficou em coma, tempo demorado que durou mais que um mês, ele infelizmente ficou com algumas seqüelas, fez fisioterapia, fonoaudiologia etc. O mais difícil foi a sua comunicação, sua mente ficou normal, mas não conseguia mais falar como antigamente.
O interessante era que todos os dias, eles moravam perto do metrô ele ia buscar sua esposa na volta do trabalho, ficava sentado na calçada da estação sempre com uma flor nas mãos, sem falar, mais era a declaração de amor para ela.
Hoje ele já consegue balbuciar algumas palavras, e sempre que nos encontramos ele faz questão de falar alguma coisa.
Paz Celina