domingo, 4 de julho de 2010

Travessura de criança


Quando chegavam as festividades de fim de ano, minha tia vinha com uma tropa de mais ou menos trinta pessoas para assistirem à missa do galo. Eram vizinhas acompanhadas dos filhos, sobrinhos e os filhos de minha tia.

O lugarejo onde elas moravam ficava a cerca de uma légua da cidade, todos os anos era sempre assim, acompanhavam a minha tia até a casa da minha avó que ficava pertinho da igreja, as mais velhas ficavam para o café, enquanto os mais moços preferiam ficar passeando. O sino avisava com as suas badaladas, quando tocavam a ultima chamada, lá iam todos para a cerimônia

Quando terminava a missa começava o trabalho de contar todos logo ao sair, para não faltar ninguém. A minha tia ia pedir a bênção de sua mãe (minha avó) para só então começar a marcha da volta, por mais que insistissem para deixar o dia amanhecer, ela alegava que quando o sol saísse ela e as companheiras já estariam em casa.

Uma dessas vezes ao chegar em casa na contagem, faltava um dos pequenos, aí foram ver quem era, e justamente a filha de minha tia, com mais ou menos uns oito anos, e logo ela ficou muito nervosa, uns garantiam que ela havia ficado, outros juravam que tinham visto a mesma no meio do caminho perto das divisas.

Minha tia voltou e dois rapazes a acompanharam na viagem de volta, eles se muniram com uma lanterna e minha tia pegou logo um candeeiro grande, fizeram o mesmo trajeto passando pelo riacho e dentro de uma fazenda cheia de gado solto no pasto, já estavam na metade do caminho e nada da menina, logo ela começou a ficar ainda mais nervosa.

Quando de repente um dos rapazes viu algo estranho parecido com um bezerro deitado junto da vaca, como ainda estava escuro ele pediu a lanterna para clarear, ai a encontraram dormindo na barriga quentinha da vaca, a minha tia logo a acordou e a trouxe para casa.

Desde então redobraram os cuidados com as crianças menores e as mesmas passaram a ir na frente e ficar ainda mais perto dos adultos para não acontecer mais tamanho susto !

Paz, Celina!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Uma paraibana arretada


Uma velha amiga paraibana, ela era muito engraçada, dava gosto conversar com ela, tinha um vasto repertório de estórias, comentava de tudo desde os livros que lia, filmes, e casos fora do normal.
Estávamos todas conversando, aí uma das amigas relembrou do caso do tarado.

E a o caso se deu quando ela viajava de Natal a João Pessoa, e numa dessas paradas que o ônibus sempre faz, enquanto uns aproveitam para ir ao toilete, outros para fazer um lanche e outros para estirar as pernas caminhando um pouco ela decidiu fazer justamente isso, enquanto o marido lia o jornal ela foi caminhar um pouco, ali mesmo dentro do restaurante.

Ela viu uma aglomeração de mulheres, cada uma contando uma estória. Era uma barulheira só, ela acercou-se e perguntou o que tinha acontecido, aí uma das moças, uma bem vistosa disse "Olhe dona, tem um sujeito aqui que quando agente entra no banheiro, ele sobe em cima do sanitário e vem olhar para nós".

Os banheiros eram conjugados, com mais ou menos uns cinco gabinetes, com as divisórias pequenas em meia parede.

Ela perguntou onde ele estava naquele momento e as moças informavam que ele estava ocupando um gabinete naquele exato momento. Ela saiu e entrou na mesma hora no gabinete vizinho e ficou esperando, apesar disso se assustou quando o viu, agarrou o mesmo pelos cabelos, que começou a gritar na hora, quando de repente ela o soltou e correu para pegá-lo fora do banheiro, ai foi uma rasteira aqui, ponta pés ali, socos e ele gritando "está bom dona!!!!"

Foi quando um dos empregados correu à procurar o marido dela, que continuava calmamente folheando o jornal, na maior tranquilidade. O rapaz perguntou se por acaso uma Senhora alta e um pouco "forte" era sua esposa, e falou logo "vá lá fora rápido senão ela mata o homem", ele saiu com uma estranha calma, chegando lá foi avistado pelo homem que começou a dizer "Não me mate Sr. nunca mais eu virei aqui!!!", ele olhou para a esposa e falou "Mulher, quer perder o ônibus??", ela estava lá cansada e o homem além de um olho roxo, estava cheio de arranhões.

Na volta de João Pessoa o ônibus fez a mesma parada. As moças que trabalhavam no restaurante disseram que o homem havia sumido.
Eu brincando com ela, disse que a famosa música "Mulher macho sim senhor" era uma homenagem digna à sua altura, ela referiu ter horrores a esta música, que a via de forma perjorativa e que nem como homenagem era fiel a mulher paraibana.

Paz, Celina.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O que foi visto nunca será esquecido

O Nordeste é cheio de histórias fantasiosas de assombrações, servindo como prato cheio para muitos dos autores regionais, nosso mestre Gilberto Freire escreveu um livro em que fala sobre diversas assombrações no Recife antigo.

A que vou contar escutei nas noites dedicadas a histórias de assombrações na casa de uma das minhas tias, no sítio em que moráva, onde a luz elétrica demorou décadas para chegar. As noites eram muito escuras, exceto em noites de lua cheia, mas mesmo assim não ficava muito claro devido as árvores e a vegetação densa, os moradores diziam que as bananeiras em noite de luar ficavam mal assombradas, devido ao reflexo das luzes nas folhas, formando imagens diversas, diziam eles.

A história é a seguinte, começava com uma casa abandonada, onde ninguém ousava morar devido a muitas estórias que se contavam a respeito dela, sobre a mesma ser mal assombrada. Uma vez chegou um moço de fora, vinha viajando há muitos dias, viu a casa e como ela estava vazia resolveu pernoitar ali, armou uma rede sem nem se importar em limpar um pouco, já que tudo ali estava abandonado havia um bom tempo, fez uma pequena refeição, bebeu alguns goles de água do cantil e deitou-se.

Não passou muito tempo e ele escutou passos, que ele julgou ser de alguém que viera reclamar da invasão da casa, logo ele viu uma pessoa se aproximar, ele então sentou na rede e ficou esperando aquela pessoa chegar, quando o jovem aproximou a vista e ia falar algo eis que de repente surge um um cão preto enorme, com olhos horríveis que chegavam a brilhar como fogo, enfiando uma das patas dentro da boca do moço, logo depois deu um gemido alto e ambos desapareceram na noite.

O hóspede foi encontrado no outro dia desmaiado, bastante atordoado contou que lhe deu mais medo foi o gemido alto de dor emitido pela entidade.

Estas e muitas outras histórias embalaram a minha juventude, mais tarde quando me tornei espírita, vim entender muito desses fenômenos fantásticos.

Paz, Celina.

domingo, 20 de junho de 2010

Jesus no Gestêmane

E foram a um lugar chamado Gestêmane, e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro.
E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor e angustiar-se.
E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai.
E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível passasse dele aquela hora.
E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis, afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu que
res.
E, chegando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? Não podes vigiar uma hora?
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fr
aca.
E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras.
E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados e não sabiam o que responder-lhe.
E voltou terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta, é chegada a hora. Eis que o filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
Levantai-vos, vamos, eis que está perto o que me trai.

Marcos 14: 32-42.

Nesta passagem bíblica, Jesus nos mostra que mesmo acompanhados pelas pessoas amadas, a nossa cruz que são as nossas dores morais, que doem mais do que as físicas, tem que ser choradas sozinho, a dor é nossa. A angústia que ele estava passando era muito dolorosa, por isso ele pediu a companhia dos apóstolos amadoa para vigiar enquanto ele orava, e o que aconteceu, eles dormiram o deixando sozinho no seu sofrimento.
Ele sabia da fragilidade do ser humano e não deixou de nos dar esta lição.

O que nós devemos fazer ao passar por momentos de dor, orar primeiro àquele que pode nos aliviar e nos dar a coragem necessária para atravessar estes momentos difíceis de nossas vidas, e depois contar com aqueles que nos amam e ajudam a carregar a nossa cruz.

Paz, Celina.

The Versatile Blogger

Fiquei muito feliz com a indicação do meu blog para o selinho "The versatile blogger", muito obrigada Maria, que Deus a abençoe. um abraço carinhoso, Celina.

Parece-me que tenho que dizer 9 coisas sobre mim e indicar 9 blogs.


-Sou apaixonada pela vida.
-Amo a minha família e os meus amigos.
-Admiro a natureza, principalmente as montanhas.
-Aprendo muito nos blogs dos meus amigos e os amo.
-Sou verdadeira e fiel.
-Dos animais, o que gosto mais é o cachorro.
-Adoro a boa música
-Não gosto de pessoas egoístas.
-Gosto de pessoas simples como eu.


Os blogs que indico.

http://uaimundo.blogspot.com/
http://annelieri.blogspot.com/
http://soniasilvinoreflexoes.blogspot.com/
http://blogdamarianamoura.blogspot.com/
http://pensamentosefotos.blogspot.com/
http://arcadoconhecimento.blogspot.com/
http://marliborges.blogspot.com/
http://cuidandonossocanteirointerior.blogspot.com/
http://ong-alerta.blogspot.com/


Paz, Celina