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O meu amor pelas plantas e flores perde-se nos tempos!
Voltando ao passado, lembro das roseiras sempre floridas da minha tia madrinha ,lembranças lindas e perfumadas! As suas roseiras ocupavam um lugar de destaque no seu quintal, seguidas das plantas medicinais, que eram dela e de todos os seus vizinhos!
Mais tarde, já na casa de meus pais, eu me levantava cedo para estudar, geralmente às cinco e meia da manha já estava de pé, o lugar escolhido era um velho moinho abandonado, que ficava ao lado de minha casa, ele não era mais útil, mas nas suas altas calçadas eu ficava estudando.
Eu levava para o meu local de estudos além dos livros, o meu cãozinho preto que atendia pelo nome de “Jaspe”, enquanto a sua dona estudava ele cochilava ao meu lado.
De vez em quando eu levantava a vista para descansar, e podia observar todas as plantações do meu pai, as goiabeiras, pés de seriguela, graviola e um lindo abacateiro! Completando a paisagem avistava também as plantações de mandioca, que se tornaram verdadeiros arbustos pela demora de serem arrancadas do solo.
Ao levantar a vista e percorrer toda a plantação, admirava aquele verde lindo! Então, naquele instante me veio uma idéia, transformar ao meu redor em um lugar mais bonito! Do pensamento veio rápido a execução!
Separei uma pequena área do terreno e com ajuda de meu pai, iniciei a construção. Ele me ajudou a capinar e adubar o terreno. As mudas de flores foram fáceis de conseguir com as minhas colegas do colégio. No espaço de dois meses tudo estava organizado.
Depois de alguns dias, ao levantar a vista para descansar do estudo, eu podia admirar os caules longos das margaridas, que na mais leve aragem dançavam como lindas bailarinas!
Logo mais adiante vinham as dálias com seu colorido maravilhoso, nuances de amarelo e vermelho jamais visto!
Tinha também as flores rasteiras, como os pés de “Nove Horas” que desabrochavam com o calor do sol.
Não podiam faltar o Jasmineiro para perfumar junto com a “Rosa La France”, que só vi florescer o primeiro botão (esperado com ansiedade) muito mais tarde no meu jardim!
O problema agora era a contemplação. Agora, demorava muito mais o meu “descanso de vista”, mas como valia a pena!
Hoje é uma das belas recordações do passado.
Quando visitei o grandioso jardim de Versailles, eu pensei “que o meu jardim ,feito por mim, o meu primeiro jardim, era mais valioso, mais belo e valia muito para mim, pois encerrou uma fase linda e romântica de minha vida, que não esquecerei jamais”.
As fases menos boas da vida ,aproveito o pensamento do nosso Blogueiro e poeta Vinicius C., que admiro pelos belos e diferentes versos, e que dizem muito sobre tudo aquilo que vai no nosso coração, “Deixe que se dissolva no tempo o que já passou”.
Aos outros poetas que sigo, cada qual com seu estilo, a minha admiração!
Paz Celina





